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Infravermelho na preservação de edifícios históricos


O Theatro Municipal do Rio de Janeiro é considerado uma das mais importantes casas de espetáculos da América do Sul. Inaugurado em 1909, o prédio precisa de constante manutenção, sempre com cuidados para preservar os detalhes de sua arquitetura. Uma tarefa que ficou bem mais segura e rápida com o emprego da termografia na preservação.

A termografia tem sido uma grande aliada no diagnóstico de problemas estruturais em edificações. Seu emprego tem sido considerado confiável e prático, principalmente por ser preciso e não requerer o costumeiro quebra-quebra para chegar a um diagnóstico. A técnica de inspeção com a utilização de infravermelho é capaz de fazer uma análise do comportamento térmico de partes da edificação a partir da radiação emitida naturalmente pela superfície do local, algo que o olho humano não é capaz de identificar.

A imagem da câmera infravermelha capta a frequência da energia e reproduz uma imagem que corresponde essa faixa captada. Caso haja algum local com defeito (como fissuras e infiltrações, por exemplo), a inspeção detecta a alteração no fluxo de calor, mostrando a diferença de emissão infravermelha entre as partes com e sem problemas. Com essa tecnologia, é possível mapear todas as irregularidades encontradas sem danos estruturais e em tempo real.


O Theatro Municipal do Rio de Janeiro teve sua cúpula analisada, com termografia, pela empresa FLK Instrumentação Eletrônica. A imagem, no espectro da luz visível (figura 1), mostra as pinturas no teto aparentemente intactas.

Já outra imagem, que foi realizada no espectro infravermelho (figura 2), deixa evidente que há um comportamento térmico heterogêneo e mostra, claramente, uma fissura.

A figura 3 é uma sobreposição das imagens 1 e 2 (foto da cúpula e sua imagem infravermelha) com o intuito de identificar o local exato da fissura com mais clareza.

“Ao sobrepor as imagens, a fissura fica nítida. Com isso, os restauradores vão saber o local exato e a extensão do dano a ser reparado”, explica Eduardo Azambuja, especialista em termografia e Diretor da FLK. Para fazer a termografia no Teatro Municipal, o especialista escolheu a câmera FLIR T1020.

“Para esse tipo de inspeção em estruturas, as diferenças de temperatura encontradas são pequenas. Por isso, precisamos de câmeras mais sensíveis para pegar a estrutura aquecendo ou esfriando e, com isso, termos o contraste térmico”,complementou. Além de poupar tempo na execução da obra, a termografia pode reduzir o custo dela por diagnosticar rapidamente o problema. É a ciência trabalhando em prol da preservação dos bens históricos.

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